A operação teria sido aprovada pelo atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa, nomeado por Lula.
Imediatamente, o governo brasileiro negou “categoricamente qualquer implicação na ação de inteligência” e atribuiu a sua autorização à gestão do antecessor de Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo o Itamaraty.
De acordo com a imprensa, o objetivo da espionagem era conhecer a posição do Paraguai nas renegociações entre os dois países sobre as condições e os preços do fornecimento de eletricidade da hidrelétrica de Itaipu, construída sobre o rio Paraná, que faz divisa entre os dois países.
A Abin teria hackeado computadores de instituições paraguaias.
A Polícia Federal (PF) investiga há mais de um ano a instalação, durante o governo de Bolsonaro, de uma suposta “Abin paralela”, à qual é atribuída a espionagem ilegal de figuras políticas e jornalistas renomados no Brasil.
– Qual foi o impacto da revelação? –
O governo do presidente do Paraguai, o centro-direitista Santiago Peña, convocou na terça-feira o embaixador brasileiro em Assunção para que explicasse a operação e chamou para consultas o representante paraguaio em Brasília.
noticia por : UOL