6 de março de 2026 - 9:22

É falso que Burkina Fasso tenha proibido pornografia e bloqueado sites

Projeto de lei quer proibir homossexualidade em Burkina Fasso. Em julho de 2024, o conselho de ministros do país anunciou um projeto de lei que pretende criminalizar a homossexualidade no país. O conselho adotou um decreto para um novo Código de Pessoas e da Família (CPF), segundo o qual “a homossexualidade e práticas relacionadas são proibidas e punidas por lei”, como afirmou Edasso Rodrigue Bayala, ministro da Justiça. O texto precisa da aprovação dos deputados da Assembleia Legislativa e do presidente (aqui, em francês, e aqui, em inglês). A proposta, assim como outras para a reforma do Código Penal do país, ainda está em discussão (aqui, em francês).

Repressão à comunidade LGBTQIA+ na África aumentou. Além de Burkina Fasso, outros seis países africanos aprovaram medidas contra as pessoas deste grupo: Quênia, Gana, Namíbia, Níger, Tanzânia e Uganda (aqui, em espanhol). Dos 55 países do continente, 33 não protegem a comunidade LGBTQIA+, com punições que vão desde a prisão até a pena de morte (aqui, em francês).

Posts falsos enaltecem Ibrahim Traoré. Publicações enganosas tentam reforçar o caráter anti-imperialista do presidente burquinense, exaltando feitos inexistentes e o apresentando como uma espécie de “herói africano” (aqui, em francês). O UOL Confere já desmentiu postagens com supostas ameaças feitas por Traoré a Lula (aqui) e que ele teria recebido uma mensagem secreta do papa Leão 14 (aqui).

Militar assumiu o poder em Burkina Fasso após golpes de Estado. Em janeiro de 2022, a junta militar MPSR (Movimento Patriótico pela Salvaguarda e Restauração) dissolveu o governo do então presidente Roch Marc Christian Kaboré, suspendeu a Constituição e fechou as fronteiras do país. Paul-Henri Sandaogo Damiba, líder do MPSR, assumiu o poder, mas foi deposto aproximadamente oito meses depois por dissidentes da mesma junta militar. Um deles era Traoré, que se tornou presidente interino e conta com forte apoio popular por seu discurso anticolonialista (aqui).

Embaixada de Burkina Fasso não comentou caso. O UOL Confere entrou em contato com a embaixada do país africano em Brasília, mas não obteve retorno. O texto será atualizado caso haja uma resposta.

Viralização. Uma publicação no Instagram tem mais de 33 mil curtidas até hoje.

noticia por : UOL

6 de março de 2026 - 9:22

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