Isso coincidiu com as informações que os 007 das agências americanas de inteligência passaram a Trump sobre como seria o comportamento da diplomacia iraniana. Segundo eles, Abbas não teria autonomia para negociações e faria o papel de ventríloquo de Khamenei. Ao lado do chefe supremo, os aiatolás tentariam resistir com unhas e dentes, sem retroceder um milímetro no programa nuclear. Tudo a bater na tecla de que se trata de um programa com finalidade pacífica.
Putin fica em cima do muro, mas Trump não
Para complicar a pretensão dos aiatolás, o presidente russo, Vladimir Putin, ficou em cima do muro logo após o encontro em Genebra. Ele manifestou-se contra uma eventual intervenção americana, já que o Irã teria legitimidade para desenvolver programas nucleares com finalidade pacífica e civil. Foi esse o compromisso assumido internacionalmente pelo Irã em 2015.
O problema é que os EUA e Israel estavam certos de que o Irã estaria enriquecendo urânio e na fase final de elaboração de componentes atômicos, com finalidade bélica e militar.
A propósito, Putin mantém ótimo relacionamento com o premiê israelense Benjamin Netanyahu. Os aviões russos utilizados nos ataques a membros da organização terrorista denominada Estado Islâmico foram abastecidos em Israel. Netanyahu autorizou e abasteceu os aviões russos, sabendo que Putin defendia a ditadura síria de Bashar al-Assad, um inimigo de Israel, e que foi deposto no ano passado. Inimizade antiga, mesmo antes do golpe de Estado da minoria religiosa alauita que levou ao poder o sanguinário Hafez al-Assad.
Além disso, Putin também tinha certeza sobre o retumbante fracasso do governo do Irã em se expandir pelo Oriente Médio por meio de tentáculos como Hezbollah, Hamas e Houthis.
noticia por : UOL




