7 de março de 2026 - 5:51

The Economist: Lula perde influência no exterior e popularidade no Brasil

A falta de diálogo com Javier Milei “por diferenças ideológicas” também é apresentada no texto. O artigo relembra que “Lula abraçou” o ditador Nicolás Maduro em sua posse em 2023. “A relação só azedou depois que Maduro roubou abertamente outra eleição no ano passado”, aponta a revista.

Postura de Lula faz Brasil parecer cada vez mais hostil ao Ocidente, diz o texto. “Os diplomatas brasileiros estão tentando contornar o problema concentrando suas atenções na cúpula dos Brics em temas inócuos”, diz a revista. Como exemplo, o artigo cita as agendas de cooperação em vacinas, transição para energia verde, entre outros.

A revista classifica que a “fraqueza” de Lula é impactada pela queda de sua popularidade no Brasil. “O país se inclinou para a direita. Muitos brasileiros associam seu partido à corrupção, devido a um escândalo que o levou à prisão por mais de um ano —sua condenação foi posteriormente anulada”, afirma o texto.

Para a The Economist, a previsão é de que a situação de Lula piore após o Congresso derrubar os decretos do IOF. A revista cita que os índices de aprovação do presidente são os piores de suas gestões e não chegam perto dos indicadores dos governos 1 e 2 de Lula. Segundo o texto, caso o sucessor escolhido por Jair Bolsonaro se una à direita, “a Presidência será deles”. O artigo afirma que o ex-presidente “provavelmente será preso em breve”.

O texto finaliza dizendo que Trump também não disse “quase nada sobre o Brasil” desde sua posse. Isso se deve, provavelmente, segundo a revista, ao déficit comercial do país com os EUA, que chega a US$ 30 milhões. “O senhor Trump certamente gosta quando outros países compram mais dos Estados Unidos do que vendem para ele”, diz.

Mas o silêncio de Trump também pode ser porque o Brasil, relativamente distante e geopoliticamente inerte, simplesmente não importa tanto quando se trata de questões de guerra na Ucrânia ou no Oriente Médio. Lula deveria parar de fingir que se importa e se concentrar em questões mais próxima.
The Economist

noticia por : UOL

7 de março de 2026 - 5:51

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