Cerca de US$ 1,4 bilhão (R$ 8,92 bilhões) foi gasto para a despoluição das águas do Sena antes das Olimpíadas de 2024. Desde que Paris foi definida como a cidade sede dos jogos olímpicos, autoridades correram para possibilitar a realização das competições nos cartões-postais da cidade mais visitada do mundo.
Com as Olimpíadas se aproximando, as desconfianças quanto à eficácia do projeto bilionário de despoluição repercutiram mundialmente. O Sena, que recebeu a abertura e as provas de triatlo e maratona aquática, era o maior símbolo desses esforços.
Para amenizar os receios, autoridades francesas e internacionais nadaram no rio pouco antes do início dos Jogos Olímpicos. O ato simbólico contou com a participação da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, o presidente do comitê organizador das Olimpíadas, Tony Estanguet, e o prefeito da região de Île-de-France, Marc Guillaume, que mergulharam no Sena no dia 17 de julho do ano passado, a nove dias do início das Olimpíadas. Na ocasião, eles garantiram que as águas estavam limpas e sem cheiro.
Após as chuvas que atingiram o Sena durante as competições olímpicas, os níveis de bactérias no rio aumentaram. Os treinos do triatlo foram proibidos e a organização foi obrigada a adiar a prova masculina em um dia, além de chegar a cogitar o cancelamento da natação.
Três dias após a disputa do triatlo masculino, a seleção suíça informou que um de seus atletas estava com infecção estomacal e não competiria no revezamento misto. Apesar da mudança, o time suíço evitou culpar a qualidade das águas do rio Sena pelo problema de saúde do atleta.
Era “impossível dizer” se a infecção gastrointestinal do atleta estaria ligada à qualidade da água do rio Sena, segundo a equipe olímpica suíça em comunicado oficial. “Nenhum outro caso de triatletas olímpicos com problemas estomacais foi encontrado entre outros países que participaram das corridas individuais”, disse o médico da delegação, Hanspeter Betschart (leia mais aqui).
noticia por : UOL






