Comportamento de Cid como delator trouxe “prejuízos relevantes” ao interesse público, disse a PGR. A procuradoria pediu a condenação de Cid, Bolsonaro e outros seis integrantes da trama golpista.
A adoção de uma “narrativa seletiva” e a omissão de “fatos graves” prejudica apenas o próprio Cid, critica a PGR. “Sem nada afetar o acervo probatório desta ação pena.”
Com isso, os benefícios da delação premiada devem ser concedidos com base na efetiva contribuição do tenente-coronel. “A Procuradoria-Geral da República, enfim, sugere que os benefícios decorrentes do acordo de colaboração premiada sejam concedidos com estrita observância ao princípio da proporcionalidade, levando-se em conta não apenas a efetiva contribuição do colaborador para o esclarecimento dos fatos, mas também o grau de lealdade demonstrado ao longo do procedimento.”
PGR pediu condenação de Bolsonaro
PGR pede condenação de Bolsonaro por cinco crimes. São eles: liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.
Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação de todos os integrantes do núcleo 1. São eles: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e do tenente-coronel Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
noticia por : UOL






