7 de março de 2026 - 7:07

A fala de Lula é serena, mas firme. E traidores da pátria e Pix trilionário

Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável em forma de ameaça às instituições brasileiras e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos. Contamos com um poder judiciário independente. No Brasil, respeitamos o devido processo legal, o princípio da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa.
É preciso lembrar que foi o Judiciário o Poder atacado na carta pública de Trump a Lula, como se o presidente da República tivesse algum caminho para intervir em decisões do Supremo. Não tem. Lula avança.

Tentar interferir na Justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional.
Pois é… Vejamos o modelo de independência do sistema de Justiça — incluindo Judiciário e Ministério Público — que Trump tem na cabeça. O Departamento de Justiça demitiu ontem a procuradora Maurene Comey, que atuou nos casos do magnata Jeffrey Epstein e do produtor musical Sean “P. Diddy” Combs. Maurene é filha do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Trumo em seu primeiro mandato. Há uma pressão da própria base de Trump que para se divulguem documentos sobre os crimes de Epstein, acusado de tráfico de pessoas e abuso sexual de menores de idade. Voltemos a Lula.

Só uma pátria soberana é capaz de gerar empregos, combater as desigualdades, garantir saúde e educação, promover o desenvolvimento sustentável e criar as oportunidades que as pessoas precisam para crescer na vida. Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem apoio de alguns políticos brasileiros.

São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo.
Que outra qualificação merecem aqueles que, aqui dentro, se ligam a uma potência estrangeira em defesa de medidas que prejudicam a totalidade dos brasileiros? Trump trata Bolsonaro como vítima tanto na carta enviada a Lula como naquela que mandou ao próprio ex-presidente. Alimenta a sua vaidade e o faz afundar um pouco mais. É claro que está se lixando para aquele senhor exótico, que diz coisas incompreensíveis. Usa-o para atacar as instituições do Brasil e para tentar subordinar a economia e o mercado brasileiros a seus interesses. E Bolsonaro se presta a esse papel ridículo.

Minhas amigas e meus amigos, a defesa da nossa soberania também se aplica à atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Para operar o nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras são obrigadas a cumprir as regras. No Brasil, ninguém, ninguém está acima da lei.

É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes, cometer crime de racismo, incentivar a violência contra as mulheres e atacar a democracia, além de alimentar o ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes e, em alguns casos, levando à morte, e desacreditar as vacilas, trazendo de volta doenças há muito tempo erradicadas.
Resta evidente que, mais do que Bolsonaro, são as big techs a figurar na raiz das pressões contra o Brasil. E Trump, o que se pretende imperador — mas só do “Mundo Livre”, como se diz lá na Casa Branca — citou tais empresas na carta endereçada a Lula, sendo ele próprio dono de uma delas.

noticia por : UOL

7 de março de 2026 - 7:07

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