Os acusados nunca foram julgados. Em 2024, a Justiça argentina apontou o Irã e o movimento libanês Hezbollah como responsáveis pelo ataque e, em junho de 2025, um juiz autorizou um julgamento à revelia contra dez acusados iranianos e libaneses.
Esse julgamento, ainda sem data marcada, será possível graças a uma nova lei aprovada em março, que permite esse tipo de processo para crimes graves.
A Amia apoia a realização do julgamento, mas com ressalvas: “Que a lei seja aplicada é a postura da Amia, mas com um rigor e um cuidado super extremos”, declarou o advogado institucional da entidade, Miguel Bronfman, à rádio local Radio Mitre.
“Fazer um julgamento que depois termine (…) com alguma nulidade, com alguma declaração de inconstitucionalidade, seria novamente muito penoso para todos”, observou Bronfman.
A organização Memoria Activa, formada por familiares das vítimas, considerou que o julgamento à revelia “não é tolerável nem muito menos homologável”, por considerar “fundamental que os acusados participem” do processo. A posição foi registrada em um documento apresentado à Justiça ao qual a AFP teve acesso.
Ambas as organizações vêm sendo duramente críticas ao Estado argentino pela forma como o caso tem sido conduzido. Em junho de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos concluiu que a Argentina é responsável por falhas na prevenção e investigação do atentado.
noticia por : UOL




