O pavilhão do Brasil nos Giardini da Bienal de Veneza volta à sua transparência original. O desenho dos arquitetos Giancarlo Palanti, Henrique Mindlin e Walmyr Lima Amaral, obra de 1964, acaba de passar pelas primeiras fases de um processo de restauro orçado em € 200 mil, cerca de R$ 1,3 milhão, que deve ser concluído no ano que vem, mas o principal já está à vista —as paredes laterais de vidro que inundam a galeria de luz.
Em reformas ao longo dos anos, essas aberturas aos jardins ao redor foram tapadas. Também ao longo do tempo, os painéis de madeira do pavilhão foram se deteriorando. A casa do país nos Giardini da Bienal de Veneza, na Itália, onde poucas nações têm o privilégio de manter um espaço permanente, agora ressurge no estado em que foi pensada na década de 1960.
Nas obras que agora chegam à última etapa, também foi restaurada a laje do pavilhão e recuperadas as claraboias —o acrílico voltou a ser trocado por vidro, como no desenho original, para melhorar a iluminação das galerias.
O pavilhão com duas salas e um espelho d’água no jardim recebe as representações oficiais do Brasil nas mostras de arte e arquitetura da Bienal de Veneza, as mais importante e tradicionais do planeta, que acontecem em anos alternados.
Há dois anos, aliás, o Brasil foi premiado com o Leão de Ouro, prêmio máximo da mostra italiana, por sua representação na Bienal de Arquitetura de Veneza. A mostra naquele ano, com destaque para comunidades indígenas de quilombolas, foi organizada por Gabriela de Matos e Paulo Tavares.
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noticia por : UOL





