O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP) alcançou 95 pontos em julho, voltando ao viés pessimista (quando índice fica abaixo de 100 pontos), segundo o Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP).
Mesmo com os níveis baixos de desemprego no Brasil, abaixo de 6% pela primeira vez na história, segundo o IBGE, a piora na percepção das famílias quanto à situação financeira do país levou a uma redução da segurança no emprego, diz a ACSP.
Segundo a associação, em julho, houve deterioração nas expectativas futuras em relação à renda e ao mercado de trabalho. Esse cenário levou à redução da intenção de compra de bens de maior valor, como veículos e imóveis, além de itens duráveis, como geladeiras e fogões. Também diminuiu a disposição de investimentos no futuro.
“A piora da confiança dos consumidores paulistas pode ser explicada pelo alto grau de endividamento das famílias e pelos efeitos negativos das elevadas taxas de juros sobre a atividade econômica, apesar da resiliência do emprego e da renda”, afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.
Para ele, a desaceleração econômica poderá continuar gerando queda na confiança dos consumidores nos próximos meses.
Essa percepção, no entanto, variou entre classes sociais: houve aumento de confiança entre famílias das classes D e E, e queda entre aquelas das classes A, B e C.
Com Stéfanie Rigamonti
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noticia por : UOL




