7 de março de 2026 - 2:04

“Não há uma única prova”, diz advogado de Bolsonaro

O ANTAGONISTA

O advogado Celso Sanchez Vilardi, responsável pela defesa de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 3, durante o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal sobre a trama golpista, não haver “uma única prova” que vincule o ex-presidente ao plano de assassinato de autoridades ou aos atos do 8 de Janeiro.

“Não há uma única prova que atrele o [ex-]presidente ao Punhal Verde e Amarelo, Operação Luneta e 8 de Janeiro. Aliás, nem o delator, que eu sustento que mentiu contra o presidente da República, nem ele chegou a dizer de participação de Punhal, Luneta, Copa e 8 de Janeiro. Não há uma única prova”, acrescentou.

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Segundo o advogado de Bolsonaro, a investigação da Polícia Federal começou com a apreensão do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

“Esse é o epicentro, a pedra de toque do processo. A minuta e a colaboração [de Cid]. O que acontece é que, depois, a verdade é que é uma sucessão inacreditável de fatos”, disse. 

Cid não é confiável

A defesa de Jair Bolsonaro alega que Mauro Cid não é confiável.

“É ele que realmente foi chamado para depor 11, 12, 13, 14, 15, 16 vezes. Mas nas 16 vezes ele mudou de versão diversas vezes. E isso não sou eu que estou dizendo. É, na verdade, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. […] E mais do que isso, e mais do que isso, a senha e o perfil estão colocados no celular dele, que foi aprendido lá atrás, não é de agora. Então, a prova que ele usou isso, ela é absolutamente indiscutível. Se vão fazer investigação para punir alguém, isso eu não sei. Agora, o que mostra isso? Que esse homem não é confiável. Que esse homem não é confiável. É tão simples quanto isso.”

 

FONTE : ReporterMT

7 de março de 2026 - 2:04

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