Aliados do governo Lula e bolsonaristas gritaram e trocaram ofensas nesta terça-feira (8) durante a oitiva do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS. Os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Mauricio Marcon (Podemos-RS) chegaram a se encarar de pé e foram contidos por colegas.
A confusão começou enquanto o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) fazia perguntas a Lupi. O deputado questionou quem era o ministro da Previdência em 2024, e Lupi declarou que não responderia. Integrantes da CPI protestaram dizendo que ele teria de responder.
O advogado de Lupi, Walber Agra, passou a gesticular e falar fora do microfone, defendendo o direito de seu cliente ficar em silêncio. O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse que o ex-ministro só poderia ficar em silêncio se avaliasse que a resposta poderia incriminá-lo.
Nesse momento, governistas e bolsonaristas passaram a discutir aos gritos. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), coordenador da bancada governista, protestava contra a fala de Gaspar. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), falava contra a intervenção de Pimenta.
Rogério Correia, que estava no assento imediatamente à frente de Sóstenes, passou a defender seu colega de partido. Começou a dizer ao colega, bolsonarista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro será preso e a fazer sinal de cadeia com os dedos. A tensão aumentou ainda mais e Rogério se levantou.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do CPI, tentava conter o tumulto e não conseguia. Deputados e senadores procuravam conter tanto Rogério quanto Sóstenes. Vários políticos gritavam ao mesmo tempo. Paralelamente, Viana e Pimenta discutiam.
Em seguida, o deputado Maurício Marcon entrou em cena. A discussão passou a ser entre ele e Rogério Correia, que havia sentado mas se levantou novamente. Os dois se encararam e pareciam estar prestes a brigar. Mais políticos se aproximaram para tentar acalmar a situação.
A confusão se acalmou e, em seguida, houve novo tumulto. Viana decidiu restituir totalmente os 10 minutos que van Hattem tinha para falar, em vez de descontar o tempo que ele já havia usado, irritando governistas.
Só foi possível retomar a reunião depois de serem concedidos dez minutos para Lupi e seu advogado conversarem, em um debate que envolveu também outros congressistas para chegar a um acordo sobre a continuidade dos trabalhos.
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noticia por : UOL





