A Coalizão Nacional de Mulheres organizou uma mobilização entre coletivos feministas para pressionar o Senado Federal a apoiar a nomeação de uma mulher para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). A ação consistiu no envio de um pedido, por e-mail, a todos os parlamentares.
Na carta, as entidades afirmam que a disparidade de gênero e a falta de diversidade racial na Corte “são injustificáveis em um país cuja população é majoritariamente formada por mulheres e pessoas negras”. O documento é assinado pela diretora nacional da entidade, Adriana Cecilio.
Também aderiram à iniciativa o Movimento 50-50 de Advogadas Gaúchas, o Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário, a Associação das Mulheres Defensoras Públicas do Brasil (AMDEFA) e a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB).
O texto ainda pede ainda que os senadores levem o pleito ao presidente da República, reforçando a importância de uma indicação feminina.
“São inúmeras as juristas altamente qualificadas para assumir a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso: mulheres de notável saber jurídico e reputação ilibada, sendo estes os únicos fatores relevantes que deveriam ser considerados para a escolha de um membro do Supremo Tribunal Federal”, diz o texto.
A vaga aberta por Barroso reacendeu a pressão de entidades pela nomeação de uma mulher para o STF, de preferência negra. O tribunal conta atualmente com apenas uma ministra na composição, Cármen Lúcia. Jamais uma mulher negra ocupou uma cadeira no Supremo.
Lula, apesar disso, já disse a aliados que pretende indicar o titular da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, como mostrou a Folha. Também estão entre os nomes cotados o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO
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noticia por : UOL




