7 de maio de 2026 - 23:05

Dificuldades financeiras das estatais e novas regras para criptoativos são temas da C-Level Call desta quinta (13); inscreva-se

Dificuldades financeiras em 9 das 27 estatais federais, novas regras do Banco Central para uso de criptoativos e as possíveis mudanças que o projeto de lei antifacção pode trazer à Receita Federal serão temas discutidos na C-Level Call desta quinta (13), às 17h.

A videochamada semanal sobre economia e política promovida pela Folha é apresentada pelas jornalistas Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Leitores podem se inscrever e enviar perguntas por este link.

Uma lista elaborada pelo Tesouro Nacional mostrou que nove empresas estatais federais enfrentam situação financeira frágil. Entre elas, estão a Infraero e os Correios, que registraram prejuízo de R$ 2,64 bilhões no segundo trimestre de 2025. Agora, o governo articula um empréstimo de R$ 20 bilhões para a estatal, com bancos públicos e privados.

O Tesouro inclui ainda na lista cinco companhias docas: CDC (Ceará), CDP (Pará), Codeba (Bahia), CDRJ (Rio de Janeiro) e Codern (Rio Grande do Norte).

Outro tema de repercussão na semana a ser discutido na videochamada é o projeto de lei antifacção, enviado ao Congresso pela equipe do presidente Lula (PT). A relatoria do projeto ficou a cargo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que é aliado e foi secretário de Segurança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma decisão que abalou o governo federal.

Nesta terça (11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o parecer de Derrite “abre caminho para a consolidação do crime organizado” no Brasil. Para o ministro, as mudanças propostas pelo deputado enfraquecem o papel da Receita Federal em combater delitos.

Além disso, as novas regras do Banco Central para o uso de criptoativos também serão abordadas na Call. A autoridade monetária anunciou nesta segunda-feira (10) novas regras para orientar as negociações com criptoativos no país e a criação de prestadoras de serviços de ativos virtuais.

O novo regramento prevê ainda que algumas atividades passarão a ser tratadas como operações do mercado de câmbio, como o caso das stablecoins, criptomoedas que acompanham o valor de um ativo de referência —em geral o dólar. A mudança abriu margem para que esses ativos fiquem sujeitos à cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

noticia por : UOL

7 de maio de 2026 - 23:05

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