7 de março de 2026 - 8:51

Mobília da Bienal some de museu em Goiás: 'Padrão Masp, de ponta do mundo'

Para a curadora da Bienal das Amazônias, o descarte enfraquece o circuito de arte fora do eixo Rio-São Paulo. “É um atentado contra o patrimônio material e imaterial”, afirmou Vânia Leal. “Como mulher nortista, sei o quanto operar nas regiões Norte e Centro-Oeste são caminhos de resistência.”

Criado há mais de 20 anos, o Mapa é mantido pela prefeitura. O museu reúne obras de renomados artistas da cena goiana, como Dalton Paula, Siron Franco, Selma Parreira, Carlos Sena Passos, Marcelo Solá, Divino Sobral, entre outros. E também do Centro-Oeste, como Gervanne de Paula, Adir Sodré, Miguel Penha, Grupo EmpreZa, João Angelini, Raquel Nava e Adriana Vignoli.

Museu movimentava R$ 2 milhões em recursos, ampliava acervo e promovia exposições de peso. Silva afirma que, nos últimos oito anos, os recursos dos editais de fomento, como o Fundo de Arte e Cultura (FAC) e a Lei Aldir Blanc, foram usados para consolidar o Mapa como uma das principais coleções de arte contemporânea do Planalto Central.

Procurada, a Prefeitura de Anápolis nega desmonte cultural e diz que promove reestruturação completa do museu. Em parceria com IBRAM, IPHAN e UFG, promove “catalogação e digitalização do acervo, reparos estruturais e controle de mofo e infiltrações, ações de conservação em obras afetadas e programação expositiva contínua”.

noticia por : UOL

7 de março de 2026 - 8:51

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