
Montagem mostra os candidatos à Presidência do Chile, Jeanette Jara e José Antonio Kast
EITAN ABRAMOVICH / AFP
As urnas foram fechadas no Chile no segundo turno da eleição presidencial, que aconteceu neste domingo (14). Segundo a agência de notícias Reuters, 15,6 milhões de eleitores estavam aptos a votar.
José Antonio Kast, candidato de direita, aparece como favorito, à frente de Jeannette Jara, candidata de esquerda. Segundo a imprensa chilena, Kast e Jara aguardam os resultados em seus comitês de campanha.
Com 57,44% das urnas apuradas, o Serviço Eleitoral (Servel) do país divulgou que Kast aparecia na frente, 59,16%; enquanto Jara tinha 40,84% dos votos.
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Segundo a agência France Presse, as pesquisas antecipam a vitória de Kast por ampla margem sobre Jara. Desde 2010, a direita e a esquerda se alternam no poder no Chile a cada eleição.
Jara é ex-ministra do Trabalho do atual governo do presidente Gabriel Boric, que representa uma coalizão de centro-esquerda. Ela venceu o primeiro turno, mas a soma dos votos da direita superou 50%, impulsionada por propostas de segurança pública.
Embora o Chile esteja entre os países mais seguros da região, 63% da população apontam a criminalidade como principal preocupação, segundo o Ipsos. Os homicídios cresceram 140% em dez anos, e o país registrou 868 sequestros em 2024, uma alta de 76% em relação a 2021.
Chilenos vão às urnas em eleição presidencial
Kast
Kast, de 59 anos, líder do Partido Republicano, promete endurecer o combate ao crime e deter e expulsar cerca de 340 mil imigrantes sem documentos. Se eleito, será o presidente mais à direita desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.
Ele defende um “escudo fronteiriço” que inclui erguer um muro na fronteira com a Bolívia, cavar uma trincheira e mobilizar 3.000 militares para conter as entradas.
O candidato de direita, que no passado defendeu o legado de Pinochet, mas afirma ser um democrata, promete combater o crime com mais poder de fogo para a polícia e o envio de militares para áreas críticas.
Esta é a terceira vez que Kast, que se opõe ao aborto mesmo em casos de estupro, disputa uma eleição presidencial.
José Antonio Kast, candidato presidencial do Partido Republicano durante 2º turno, em Santiago, Chile, em 14 de dezembro de 2025
REUTERS/Rodrigo Garrido
Jara
Jara é do Partido Comunista e tem 51 anos. Uma das principais propostas é aumentar o salário mínimo para quase US$ 800 (R$ 4.340, na cotação atual), 250 a mais que hoje.
O plano da candidata para a imigração é controlar as entradas pelas passagens clandestinas e realizar um censo daqueles sem documentos para identificar os que têm antecedentes criminais e expulsá-los.
Como ministra, Jara impulsionou a redução da jornada de trabalho de 45 para 40 horas e uma reforma no sistema de aposentadorias, o que a elevou na política.
Embora tenha tido atritos com a cúpula do Partido Comunista por suas críticas contra Venezuela, Cuba e Nicarágua, sua militância no partido desde os 14 anos dificultou a obtenção de apoios.
“Há um fantasma (de anticomunismo) que sempre acompanha qualquer candidatura comunista e, efetivamente, pesou muito para Jara”, diz à AFP o analista Alejandro Olivares, da escola de Governo da Universidade do Chile.
Jeannette Jara, candidata à presidência pela coligação governamental de esquerda e membro do Partido Comunista, vota durante o 2º turno, em Santiago, Chile
REUTERS/Pablo Sanhueza
Uma pessoa seleciona cédulas durante a contagem de votos em uma seção eleitoral no segundo turno das eleições presidenciais, em Santiago, Chile, em 14 de dezembro de 2025
REUTERS/Juan Gonzalez
Segundo turno no Chile
Editoria de Arte/g1
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Fonte: G1





