Em outubro, as FAR tomaram violentamente a cidade de El Fasher, a última posição defensiva do exército em Darfur, região do oeste do Sudão. Desde então, surgiram denúncias de execuções sumárias, violações sistemáticas e detenções em massa nessa cidade.
O HRL afirmou que, após a tomada desta localidade, conseguiu identificar 150 grupos de objetos que correspondiam a restos humanos. Dezenas deles coincidiam também com denúncias de execuções sumárias, e outros com assassinatos de civis que fugiam.
Em um mês, quase 60 desses agrupamentos já não estavam mais visíveis. Em vez disso, surgiram oito alterações do terreno perto dos locais onde ocorreram massacres, segundo o documento.
Os pesquisadores afirmaram que estas mudanças não eram compatíveis com práticas funerárias civis.
“Ocorreram assassinatos em massa e eliminações de cadáveres em grande escala e de forma sistemática”, conclui o relatório, que estima que o número de mortos na cidade chega a dezenas de milhares.
Há dois anos e meio, o Sudão está mergulhado em um conflito interno entre o exército regular e este contingente paramilitar que deixou milhares de mortos e milhões de deslocados, o que a ONU classifica como a maior crise humanitária do mundo.
noticia por : UOL




