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Jackeline é companheira de um dos principais criminosos investigados, que já responde a inquérito na Denarc.
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Jackeline é companheira de um dos principais criminosos investigados, que já responde a inquérito na Denarc.
EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
Foi identificada como Jackeline Santana da Silva Nascimento a advogada presa hoje (26) pela Polícia Civil na Operação Iter Mali. O objetivo da ação é desarticular um grupo criminoso envolvido nos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande.
Segundo as investigações, Jackeline é companheira de um dos principais criminosos investigados, que já responde a inquérito policial que tramita na Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
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De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, a advogada não se limitava à prestação de serviços jurídicos, mas agia ativamente na contabilidade do grupo, inclusive, em processos judiciais nos quais a investigada figurava como defensora de outros integrantes do grupo criminoso.
Leia mais – Polícia prende advogada e derruba esquema de traficantes em Cuiabá e Várzea Grande
Em ação policial anterior, foram apreendidos na casa de Jackeline uma pistola de calibre 9 mm, um carregador com 25 munições, além de um cofre contendo mais de R$ 10,7 mil em espécie, valor proveniente da venda ilícita das drogas ilícitas.
“A decretação da prisão preventiva de uma profissional do Direito evidencia que a corrupção do sistema se infiltra por todas as camadas sociais. Ninguém está acima da lei”, destacou o delegado Marcelo Muniz.
Outro lado
A reportagem solicitou posicionamento à OAB sobre a prisão da advogada e recebeu a seguinte nota:
“A OAB-MT informa que, por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), acompanhou a operação policial, nesta manhã, para garantir prerrogativas.
Agora o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis.”
A operação
As ordens judiciais foram decretadas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande e cumpridas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), após as investigações descobrirem a atuação desse grupo criminoso.
Ao todo, foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva, 9 de busca e apreensão domiciliar, além de 10 bloqueios de contas bancárias e indisponibilidade de valores dos investigados.
As investigações foram iniciadas em 2024, após cumprimento de um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de drogas e dinheiro oriundo do tráfico, sendo descoberta a existência de uma complexa associação voltada ao narcotráfico.
A Denarc identificou uma rede estruturada, com papéis bem definidos entre os membros, sendo o líder responsável pelo fornecimento das drogas, um operador encarregado do fracionamento, embalagem e distribuição, e demais integrantes responsáveis pela venda nas “bocas de fumo”, além de um investigado que utilizava contas de terceiros para movimentar os recursos obtidos com o tráfico.
Foi apurado o uso sistemático de termos codificados nas conversas entre os investigados, tais como “parafuso”, “bala” e “farinha”, para designar as drogas comercializados, o que evidenciou a sofisticação do grupo, que realizava transações diárias com expressivas quantidades de drogas.
FONTE : ReporterMT







