23 de abril de 2026 - 15:05

Derrota de Orbán na Hungria derruba um dos pilares da extrema-direita da Europa

Em seus ​16 anos no cargo, ele promoveu o etnonacionalismo, reprimiu a sociedade civil e a mídia e lutou contra a imigração, os direitos LGBTQ e o liberalismo. Ele também foi o líder europeu com, de longe, os laços mais próximos com o movimento MAGA de Trump – ilustrado pela visita do vice-presidente dos EUA JD Vance a Budapeste para apoiá-lo ​na semana passada.

Sua derrota – atribuída à insatisfação dos húngaros ⁠com a economia, a corrupção ​e as restrições às liberdades democráticas – priva a crescente extrema-direita europeia não apenas de um modelo para os governos ⁠nacionalistas que eles desejam estabelecer em toda a região, mas também de um aliado ​com muitos recursos que investiu centenas de milhões de dólares na defesa dessas ideologias.

“Orbán tem sido praticamente a figura de destaque da extrema-direita europeia nos últimos anos e até mesmo além da extrema-direita europeia”, disse Gabriela Greilinger, pesquisadora de doutorado radicada nos Estados Unidos, com ‌foco na extrema-direita europeia e na erosão democrática.

“Ele tem sido o ‌modelo porque foi capaz de ​se agarrar ao poder por tanto tempo e realmente se entrincheirar no Estado com sua ideologia. E isso é algo que a maioria dos outros partidos de extrema-direita não conseguiu fazer até agora.”

A proximidade de Orbán com o movimento MAGA agora é vista como uma faca de dois gumes por alguns políticos de extrema-direita, ‌com as ameaças de Trump de tomar a Groenlândia e a guerra dos EUA contra o Irã contribuindo para sua profunda impopularidade na Europa.

A “amizade ostensiva” de Orbán com o atual governo dos EUA “pendia como uma pedra de moinho em torno do pescoço de Orbán”, escreveu o parlamentar do partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha, Matthias Moosdorf, no X na segunda-feira.

noticia por : UOL

23 de abril de 2026 - 15:05

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