29 de abril de 2026 - 5:07

Onde está a Arca de Noé segundo as novas evidências na Turquia?

Um grupo de pesquisadores dos EUA afirma ter localizado os restos da Arca de Noé na Formação Durupinar, na Turquia. Utilizando tecnologia de escaneamento 3D, a equipe identificou uma estrutura subterrânea com as mesmas medidas bíblicas, gerando um intenso debate no meio arqueológico.

Qual é o local exato apontado pelos pesquisadores como o destino da arca?

A localização identificada é a Formação Durupinar, uma área geológica situada a cerca de 30 quilômetros ao sul do Monte Ararat, no leste da Turquia. Embora a Bíblia cite o topo do Ararat, o grupo liderado por Andrew Jones acredita que a estrutura teria escorregado da montanha para essa região mais baixa ao longo dos séculos. A formação foi notada pela primeira vez nos anos 1950, mas apenas agora tecnologias modernas permitiram observar o que existe sob a terra.

Como a tecnologia ajudou a identificar os supostos restos da embarcação?

Para enxergar o que está enterrado sem precisar escavar, a equipe utilizou scanners 3D de laser e radares que atravessam o solo (chamados de GPR). Esses aparelhos revelaram estruturas internas com ângulos retos e formatos geométricos a cerca de sete metros de profundidade. Segundo os estudiosos, esses dados mostram corredores e divisões internas que não seriam esperados em uma formação puramente rochosa formada pela natureza, indicando uma construção feita por mãos humanas.

Por que existe ceticismo sobre essa descoberta?

Especialistas e arqueólogos formais, como o pesquisador bíblico Wesley Huff, afirmam que os dados são sensacionalistas. Ele argumenta que radares de solo podem se confundir com argila ou pedras comuns e que o formato de barco é comum na geografia daquela região. Outra crítica é que a equipe do projeto não conta com arqueólogos de formação acadêmica, tratando as conclusões como ‘especulações de amadores’ que não comprovam definitivamente a existência da arca no local.

Quais são os próximos passos da investigação na região?

A equipe pretende avançar para uma exploração mais invasiva, que inclui a perfuração e o uso de câmeras subterrâneas. O objetivo é filmar as estruturas internas e os supostos corredores para comprovar que os espaços vazios detectados pelo radar são reais. Os pesquisadores acreditam que o clima severo da Turquia, com invernos rigorosos, pode ter ajudado a petrificar e preservar partes da madeira, mantendo a estrutura intacta para estudo mesmo após milênios.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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noticia por : Gazeta do Povo

29 de abril de 2026 - 5:07

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