28 de maio de 2026 - 0:08

CEO da OpenAI defende que agentes de IA façam micropagamentos para acessar sites de notícias

O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que uma estratégia de micropagamentos pode ser a mais adequada para remunerar veículos de comunicação em um cenário no qual agentes de IA (inteligência artificial) dominam as buscas online.

Em entrevista ao podcast The Most Interesting Thing in AI, comandado por Nick Thompson, CEO da revista The Atlantic, Altman detalhou o que espera que aconteça, mas fez a ressalva de que “ninguém sabe” como será o futuro da relação entre empresas de mídia e agentes de IA.

“Se o meu agente quiser ler um artigo do Nick Thompson, o Nick Thompson ou a The Atlantic podem definir um preço para que o agente o leia —que pode ser diferente do preço para um humano ler. Meu agente paga US$ 0,17 para ler o texto e me dar um resumo. Se eu quiser ler o artigo inteiro, posso pagar US$ 1 ou algo assim”, exemplificou Altman.

O executivo afirmou ainda que essa abordagem poderia ser utilizada não só para o acesso a notícias. “Acho que será necessário um novo modelo econômico para esses agentes fazerem muitas pequenas transações e trocas de valor entre si em nome de seus controladores humanos”, disse.

A audiência de sites de notícias vem sendo afetada pelos avanços da IA. Um estudo da empresa de análise de dados Authoritas estima que o AI Overviews, versão do mecanismo de busca do Google que fornece respostas geradas por IA generativa, provoca uma queda de no mínimo 20,6% no tráfego para sites de veículos de notícias.

Agentes pessoais nos moldes do Openclaw, ferramenta de IA que executa tarefas sozinha diretamente no computador do usuário, também estão se tornando mais comuns. Esses agentes podem executar comandos para enviar emails, ler mensagens em aplicativos, fazer anotações em documentos, agendar postagens em redes sociais e outros.

A relação entre empresas de IA e veículos de comunicação ainda é conturbada, sendo marcada tanto por disputas judiciais sobre direitos autorais quanto por acordos de licenciamento de conteúdo.

O modelo de micropagamentos citado por Altman não é hipotético e já está sendo explorado por uma série de startups do Vale do Silício e empresas de infraestrutura de internet mais estabelecidas, conforme destaca o texto de uma agência de notícias da Universidade Harvard.

A reportagem cita os “pedágios digitais” da Tollbit, que monetiza cada acesso e coleta de dados por bots de IA, e a startup Prorata.ai, que compensa editores proporcionalmente pela quantidade de conteúdo com propriedade intelectual que aparece nas respostas de IA.

noticia por : UOL

28 de maio de 2026 - 0:08

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