A convicção de Carlo Ancelotti de que seleções campeãs do mundo precisam equilibrar talento ofensivo e solidez defensiva ganha um retrato perfeito neste sábado (30), às 13h (de Brasília), na final da Champions League entre Arsenal e Paris Saint-Germain —SBT, TNT e HBO Max transmitem.
De lados opostos na decisão disputada na Puskás Arena, em Budapeste, Marquinhos, capitão do PSG, e Gabriel Magalhães, titular absoluto do Arsenal, simbolizam a dupla de zaga que o treinador italiano enxerga como um dos pilares do Brasil para a Copa do Mundo de 2026.
O embate também serve como uma prévia do talento que estará presente no Mundial daqui a duas semanas. A final reúne 28 jogadores já convocados por seleções classificadas para a Copa sediada na América do Norte. A França lidera a lista, com seis representantes.
No total, o Arsenal terá 15 jogadores no Mundial, enquanto o PSG contará com 13. A lista ainda pode aumentar, já que os dois clubes possuem atletas do Equador que aguardam convocação oficial.
Entre os convocados, o time londrino reúne nomes como David Raya, William Saliba, Declan Rice, Bukayo Saka, Kai Havertz e Martin Zubimendi. Já a equipe parisiense contará com atletas como Achraf Hakimi, Vitinha, João Neves, Ousmane Dembélé e Gonçalo Ramos.
Apesar da proximidade da Copa, Marquinhos assegura que o foco dos jogadores está totalmente voltado para a decisão da Champions. Em seu caso, trata-se da oportunidade de conquistar o torneio pela segunda vez consecutiva, já que o PSG chega à final como atual campeão.
“Uma final de Champions é tão importante quanto a Copa. Tem que estar muito concentrado, dar 100%, porque quero ganhar, quero sentir essa sensação”, afirmou o defensor.
Para o jogador, que também será o capitão do Brasil no Mundial, disputar a decisão do principal torneio de clubes da Europa é uma oportunidade rara. “É um jogo que você não joga todo ano. Tem gente que trabalha e se prepara a vida inteira e não consegue disputar uma final dessas em toda a carreira”, destacou.
O PSG chega à final com o melhor ataque desta edição da Champions League, com 44 gols marcados em 16 partidas, média de 2,75 por jogo. Já o Arsenal sustenta a defesa menos vazada do torneio, com apenas seis gols sofridos na campanha até a decisão.
Nesse cenário, Marquinhos e Gabriel Magalhães aparecem como protagonistas de um duelo que mistura imposição ofensiva e consistência defensiva — exatamente a combinação defendida por Ancelotti.
Os números da seleção brasileira reforçam a importância da dupla. Desde a Copa América de 2024, o Brasil disputou 18 partidas. Nas nove em que Marquinhos e Gabriel começaram juntos, a equipe sofreu apenas cinco gols, nunca mais de um por jogo. O retrospecto foi de seis vitórias, dois empates e uma derrota. Sem a dupla completa, ou com apenas um deles em campo, a seleção levou 12 gols em nove partidas, acumulando quatro derrotas.
Com Ancelotti, os dois atuaram lado a lado apenas duas vezes, por causa de lesões e suspensões. Ainda assim, o impacto foi imediato: vitórias por 3 a 0 sobre o Chile, pelas Eliminatórias, e 2 a 0 diante do Senegal, em amistoso, sem sofrer gols.
Na América do Norte, a dupla vai atuar junta em um Mundial pela primeira vez. Enquanto Marquinhos disputará sua terceira Copa, depois de integrar os elencos de 2018 e 2022, Gabriel Magalhães fará sua estreia no torneio.
Para Ancelotti, é justamente nessa combinação entre experiência, solidez e talento que começa a construção de um Brasil candidato ao título mundial.
noticia por : UOL






