Já na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) protocolada junto ao STF, o PT quer uma investigação sobre o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação de recursos financeiros ao filme.
Por trás das denúncias está o pedido feito por Flávio a Daniel Vorcaro, então dono do banco Master, de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões em valores à época) para produtor “Dark Horse”. Vorcaro pagou US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) entre fevereiro e maio de 2025.
Ao menos parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações (que atuava em parceria com empresas de Vorcaro) para o fundo Havengate Development Fund LP, ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro no Texas, Paulo Calixto.
Flávio declarou que o dinheiro foi usado integralmente para a produção do filme, mas a PF já abriu uma apuração para descobrir se os recursos foram destinados a custear a permanência de Eduardo nos Estados Unidos.
“Como ponto central dos potenciais ilícitos praticados neste âmbito se encontra a destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, de Karina Ferreira Gama, também proprietária da Go Up Entertainment, que produziu a cinebiografia ‘Dark Horse’, bem como a possível ocorrência do delito previsto no art. 350 do Código Eleitoral (caixa dois) e de abuso de poder econômico”, diz a notícia de fato enviada à PF.
O PT alega que o projeto não se trata de apenas uma produção cinematográfica, mas um meio de promover Bolsonaro e o próprio Flávio, que é interpretado pelo ator Marcus Ornellas, em plena campanha eleitoral neste ano. “Dark Horse” tinha previsão de estreia em 11 de setembro, a menos de um mês do pleito.
noticia por : UOL






