27 de junho de 2026 - 3:32

Torcedores levam bandeiras arco-íris ao jogo da Copa do Mundo entre Egito e Irã

Com autorização da Fifa, torcedores que foram assistir ao duelo entre Egito e Irã, na madrugada deste sábado (27), puderam levar bandeiras arco-íris ao estádio Lumen Field, em Seattle (EUA).

A partida, válida pelo Grupo G, foi batizada de Jogo do Orgulho pelo comitê organizador local de Seattle porque está sendo realizada durante o fim de semana do Orgulho LGBTQIA+ na cidade.

Egito e Irã chegaram a protestar após o sorteio, em dezembro, com a Federação de Futebol do Egito afirmando que tais eventos conflitam com seus valores culturais e religiosos.

Na quarta-feira (24), o site The Athletic, braço esportivo do The New York Times, citou a Federação Iraniana de Futebol dizendo: “Nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a esse movimento deve estar presente dentro do estádio”.

A Fifa, no entanto, afirmou que a Copa do Mundo é “um evento inclusivo que acolhe pessoas de todas as origens” e que bandeiras arco-íris são permitidas no estádio.

Assim, alguns poucos torcedores exibiram suas bandeiras do orgulho LGBTQIA+ nas arquibancadas, mas o foco central continuou sendo a Copa.

Uma das bandeiras mostradas era do clube Seattle Reign FC (futebol feminino), que é um dos organizadores do mês do orgulho.

Juntamente com o Seattle Sounders FC e a Starbucks, o Seattle Reign costuma erguer uma bandeira gigante do Orgulho Progressista acima do estádio Lumen Field para dar o pontapé inicial às celebrações.

Além dos torcedores que entraram com as bandeiras arco-íris, também houve quem protestasse contra a autorização da Fifa.

Do lado de fora do estádio, um caminhão foi estacionado com uma mensagem à entidade pintada na lateral: “Fifa: Sem agenda LGBT. Deixe o futebol ser futebol”.

A poucos quarteirões de Capitol Hill, o bairro de Seattle conhecido por sua vibrante comunidade LGBTQIA+, a multidão lotada na praça Pioneer estava em grande parte focada em celebrar os jogos da Copa do Mundo em telões e em bares e restaurantes.

A atmosfera do lado de fora do estádio era muito mais politizada.

Duas horas antes do início da partida, uma marcha programada tomou a avenida Ocidental, em frente ao estádio, em apoio a Reza Pahlavi, um proeminente dissidente da República Islâmica do Irã.

Centenas de apoiadores de uma mudança de regime no Irã marcharam pacificamente, interrompidos apenas por evangelistas com microfones, enquanto o pessoal de segurança marcava presença sem intervir.

A um quarteirão de distância, um grupo de apoiadores pró-Palestina criou um campo de futebol improvisado nas ruas de paralelepípedos.

Mais um quarteirão adiante, na borda da fan zone, um grupo de artistas de rua se apresentava para uma plateia entusiasmada, no primeiro sinal de atividade organizada relacionada ao Pride.

Com Reuters

noticia por : UOL

27 de junho de 2026 - 3:32

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