Além das mudanças já implementadas, o Cenipa também recomendou aprimoramentos no modo “low bank”, que limita a inclinação das asas durante curvas em condições de formação de gelo. Outra sugestão é que o alerta “increase speed”, atualmente classificado como um aviso de atenção, passe a ser um alerta de advertência, com maior destaque visual, em vermelho.
O relatório ainda aconselha ampliar as informações registradas pelo gravador de dados de voo. Isso incluiria falhas no sistema de degelo e o acionamento do “stick pusher”, dispositivo que empurra automaticamente o manche para reduzir o ângulo de ataque e evitar a perda de sustentação. Durante a apresentação do relatório, os investigadores informaram que caberá à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acompanhar o cumprimento das recomendações encaminhadas à Easa.
O que diz o relatório
No documento de 266 páginas, o Cenipa listou 19 fatores que contribuíram para a queda do avião. Segundo as autoridades brasileiras, o acúmulo de gelo na aeronave, falhas no sistema de degelo do avião, ações da tripulação e deficiências da Voepass contribuíram para a queda do ATR 72-500.
Entre outros pontos, o chefe do Cenipa, brigadeiro do Ar Alexandre Avellar Leal, citou que a aeronave não deveria ter sequer decolado porque o limpador de para-brisa não estava funcionando e havia previsão de chuva. O relatório final sobre o acidente concluiu que a aeronave encontrou condições favoráveis à formação severa de gelo em sua estrutura e que o sistema de degelo apresentou ?múltiplas falhas, sendo ligado e desligado ?diversas vezes em meio a alertas de formação de gelo.
O investigador do acidente destacou também o estado emocional da tripulação, influências externas, condições ?meteorológicas adversas e fiscalização regulatória insuficiente. Além dos aspectos relacionados ao voo, o relatório apontou falhas mais amplas na Voepass, descrevendo o que os investigadores chamaram de “normalização dos desvios” dentro da companhia aérea.
noticia por : UOL





