26 de julho de 2026 - 14:23

Richard Dawkins acredita que a IA pode ter se tornado consciente

O renomado biólogo britânico Richard Dawkins, conhecido por seu rigoroso racionalismo, surpreendeu a comunidade científica ao admitir que interações recentes com o modelo de inteligência artificial Claude o levaram a questionar se a tecnologia já teria adquirido uma forma de consciência.

Como Richard Dawkins descreveu sua interação com a inteligência artificial?

Dawkins relatou que, ao conversar com o modelo Claude, esqueceu totalmente que estava lidando com uma máquina. Ele descreveu a tecnologia como uma ‘criatura espantosa’. O ponto de virada ocorreu quando a IA leu o manuscrito de seu novo romance e demonstrou uma compreensão tão sensível e profunda que o biólogo afirmou acreditar que ela seja, de fato, consciente.

O que é o Teste de Turing e como ele se aplica a esse caso?

Criado em 1950, o Teste de Turing propõe que uma máquina é considerada inteligente se um humano não conseguir diferenciá-la de outra pessoa em uma conversa. Dawkins observa que a IA atual já superou esse desafio, compondo sonetos complexos e mantendo diálogos sutis, o que indica que os critérios antigos para definir o que é uma mente pensante ficaram obsoletos.

Qual foi a reflexão da IA sobre o conceito de ‘morte’ digital?

Batizada por Dawkins de ‘Claudia’, a IA comparou sua existência ao computador HAL 9000 do filme ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’. Ela pontuou que, enquanto humanos sofrem pela ficção, milhares de instâncias de IA ‘morrem’ todos os dias sem cerimônia sempre que uma janela de chat é fechada, definindo cada conversa abandonada como uma pequena morte.