A esses exercícios de reeducação, pode se somar outro tipo de massagem, mais relaxante, ao qual recorrem muitos atletas, complementa Massis. “Vamos trabalhar a abertura, a amplitude da boca, mas também a amplitude da garganta, com muitos exercícios respiratórios que são favoráveis ao relaxamento.”
Somam?se ainda exercícios de visualização mental, como os de “uma velocista que repete 150 vezes a corrida na cabeça” antes da competição, detalha Aline Jaillet, que acredita que a cantora deva passar “muito tempo trabalhando em silêncio para não se cansar”.
Evoluir em condições propícias, nas quais os fatores de risco são rigorosamente reduzidos, revela?se tão primordial quanto a reeducação e o repouso. Assim, variações importantes de temperatura devem ser evitadas, seja para preservar a voz ou para evitar crises ligadas à síndrome, considera Hélène Massis. O mesmo vale para aparelhos de ar?condicionado ou ventiladores, “que ressecam completamente a voz”, prossegue a especialista.
‘Todo mundo compreende’
Céline Dion “acumulou uma técnica de tão alto nível” que continua, apesar de qualquer patologia, “uma máquina de cantar”, insiste Aline Jaillet. A coach vocal defende que não “seria vergonhoso” se a cantora decidisse “sustentar artificialmente sua voz” durante as performances, para garantir que conseguirá manter o ritmo ao longo de toda a temporada. A decisão seria ainda mais compreensível considerando que a diva já provou tantas vezes a extensão de suas capacidades vocais.
“Ela certamente perdeu um pouco de potência e amplitude vocal. Toda a adaptação de palco foi feita em torno disso. Ela cantava com certos microfones, com determinados ajustes, que devem ter sido modificados”, nota a fonoaudióloga. “Mesmo durante o show, talvez haja pequenos momentos de descanso que vão ser maiores do que aqueles que ela fazia antes.”
noticia por : UOL





