11 de setembro de 2026 - 13:22

Laudo descarta suicídio e conclui que PM Gisele foi assassinada

Na segunda-feira, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca manteve a prisão de Geraldo em decisão liminar.

Fonseca é o relator do caso no STJ. Na liminar, o magistrado avaliou que é necessário manter a prisão cautelar em razão do risco de interferência na produção das provas e dos indícios de que o militar teria tentado eliminar vestígios e alterar o local onde a mulher foi encontrada morta.

O tenente-coronel foi denunciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que, no dia 18 de fevereiro, Geraldo teria segurado a companheira e atirado na cabeça dela após uma discussão. Posteriormente, ele teria deitado o corpo de Gisele no chão e alterado a cena do crime para simular um suicídio, colocando a arma do crime na mão da vítima.

Geraldo Neto foi preso um mês depois do crime, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. A versão é contestada pelos investigadores.

Como denunciar casos de violência

O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor a uma delegacia.

noticia por : UOL

11 de setembro de 2026 - 13:22

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