28 de setembro de 2026 - 17:42

Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026

Para alguns candidatos, a eleição presidencial é uma corrida pelo Palácio do Planalto. Para outros, pode ser uma disputa por algo que não se ganha na urna eletrônica: espaço, exposição nacional, sobrevivência partidária ou simplesmente a chance de colocar uma ideia diante de milhões de eleitores. 

É nesse segundo grupo que estão algumas candidaturas que passam longe do centro das atenções da eleição de 2026. Enquanto os candidatos mais competitivos tentam convencer milhões de brasileiros de que podem governar o país, os nanicos enfrentam uma batalha anterior: fazer com que o eleitor pare por alguns segundos para saber quem são. 

E por que alguém entra numa corrida presidencial quando as chances de vitória parecem tão distantes? A pergunta pressupõe que todos os candidatos estejam disputando exatamente a mesma coisa, mas não estão. Para esses partidos pequenos, uma candidatura presidencial pode funcionar como vitrine nacional. Além disso, pode servir para apresentar um nome ao eleitorado, testar uma mensagem ou construir uma trajetória política. 

Esquerda radical usa campanha como vitrine para seus ideais 

No campo da esquerda, por exemplo, a hegemonia pertence ao PT. Outras legendas menores, como PCO, PCB, PSTU e UP, aproveitam a eleição como uma oportunidade de levar ao debate nacional projetos ideológicos que dificilmente encontrariam espaço entre as candidaturas competitivas. Isso está explícito nos primeiros parágrafos do programa do candidato Rui Costa Pimenta, do PCO.