Segundo a Polícia Federal, eles cometeram “atos graves de obstrução da justiça visando embaraçar a execução das medidas judiciais” cumpridas na terça-feira, 13, na 5ª fase ostensiva da operação, que mirou ‘uma rede financeira-empresarial’ de lavagem de propinas da compra de decisões no Superior Tribunal de Justiça.
As prisões foram determinadas pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz a investigação da venda de decisões no STJ.
Relembre as fases da Operação Sisamnes
Na primeira fase da Operação Sisamnes, a PF prendeu o empresário Andreson Gonçalves, o “lobista dos tribunais”, e fez buscas em endereços de auxiliares de ministros do STJ. Os servidores foram afastados e também são investigados administrativamente. Segundo o Superior Tribunal de Justiça, nenhum ministro tinha conhecimento das irregularidades.
O suposto esquema de venda de decisões judiciais envolveria advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados de Tribunais de Justiça estaduais.
No mês seguinte, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase ostensiva da investigação para investigar operações imobiliárias suspeitas. Na época, servidores do Poder Judiciário foram afastados das funções e o STF determinou o sequestro de imóveis de um magistrado.
noticia por : UOL






