A questão é que tipo de prejuízo e de efeito isso teve. Ninguém tem isso muito claro a não ser Trump, que tem suas convicções e certezas de que tudo foi destruído, e quem disser o contrário que seja punido por isso. Fábio Zanini, colunista da Folha de S.Paulo
Zanini frisou que o discurso de Trump contradizendo os relatórios dos serviços de inteligência dos EUA potencializa o clima já tenso no Oriente Médio e não contribui em nada para apaziguar a questão.
Não deveria, mas ainda me espanto com a maneira como Trump se expressa e se comunica, atropelando instituições e procedimentos. Temos um presidente americano completamente ególatra e que colocou na cabeça que talvez queira ganhar o prêmio Nobel da Paz. Ele achava que ganharia ao encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia. Agora virou suas atenções ao Oriente Médio.
Trump quer assumir para si o crédito de ter interrompido esse conflito, ao menos momentaneamente. Tudo o que vai contra esse roteiro traçado é atacado por ele. Não interessa se é a imprensa ou se são as próprias agências de inteligência do seu governo. Trump não tem dados e nem elementos para dizer o que aconteceu ou não, mas apenas a convicção dele.
Se as agências de inteligência começam a questionar e a colocar ressalvas na efetividade que esses ataques tiveram para eliminar ou ao menos atrasar substancialmente o programa nuclear iraniano, Trump começa a chamar de fake news. Esse modus operandi dele, longe de trazer estabilidade e de garantir que o conflito se encerre, acaba turbinando a tensão. Fábio Zanini, colunista da Folha de S.Paulo
O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h, com apresentação de Fabíola Cidral, e às 17h, com Diego Sarza. Aos sábados, o programa é exibido às 11h e 17h, e aos domingos, às 17h.
noticia por : UOL




