Igor Oliveira Morais Santos, 24, estava com as mãos na cabeça e foi baleado no quarto de uma casa na esquina das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi. Ele morreu no local. Os cabos da Polícia Militar Renato Torquatto da Cruz, 39, e Robson Noguchi de Lima, 33, foram presos.
Os PMs usavam câmeras corporais na farda, mas elas estavam desligadas, contrariando a determinação da corporação. Porém, um outro colega deles, do mesmo batalhão, também presente na ocorrência, ligou o equipamento e automaticamente acionou as demais.
Renato Cruz e Robson Noguchi mentiram ao prestar declarações e não disseram que Igor havia sido baleado já rendido. A Polícia Militar analisou as imagens da câmera de segurança e constatou a farsa. A Corregedoria da corporação prendeu os dois cabos.
Um grupo de manifestantes revoltados, a maioria jovem, saiu às ruas da favela e ateou fogo em veículos e caçambas. Automóveis foram tombados e ônibus apedrejados. O motorista de um automóvel teve o carro destruído e ainda foi agredido.
Moradores em pânico
Dezenas de policiais militares, incluindo, homens das tropas do CPChoque (Comando de Policiamento de Choque) reforçaram o patrulhamento na comunidade. Por volta das 20h36, a situação ficou mais tensa ainda na favela. Outro homem foi morto em suposto tiroteio com PMs.
noticia por : UOL





