Como resultado, as agências internacionais de ajuda dizem que apenas uma pequena parte do que é necessário, incluindo medicamentos, está chegando às pessoas em Gaza.
Israel afirma que está comprometido em permitir a entrada de ajuda, mas precisa controlá-la para evitar que seja desviada por militantes. O governo israelense afirma que permitiu a entrada de alimentos suficientes em Gaza durante a guerra e culpa o Hamas pelo sofrimento dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza.
A Cogat, a agência israelense de coordenação de ajuda militar, em resposta a perguntas enviadas por e-mail sobre os suprimentos de RUTF, disse que está trabalhando com organizações internacionais para melhorar a distribuição de ajuda a partir das passagens onde centenas de caminhões de ajuda estavam esperando.
A Save the Children, que administra uma clínica que tem tratado um número cada vez maior de crianças desnutridas na região central de Gaza, disse que não tem conseguido trazer seus próprios suprimentos desde fevereiro e que está dependendo das entregas da ONU.
“Se eles ficarem sem suprimentos, isso também afetará os parceiros do Unicef e outras organizações que dependem de seus suprimentos para atender às crianças”, disse Alexandra Saieh, Diretora Global de Política Humanitária e Advocacia da Save the Children.
O Unicef informou que, de abril a meados de julho, 20.504 crianças foram internadas com desnutrição aguda. Desses pacientes, 3.247 estão sofrendo de desnutrição aguda grave, quase o triplo do número registrado nos primeiros três meses do ano. A desnutrição aguda grave pode levar à morte e a problemas de saúde de desenvolvimento físico e mental de longo prazo nas crianças que sobrevivem.
noticia por : UOL





