O acordo nuclear de 2015, firmado entre o Irã e seis potências (EUA, França, Reino Unido, Alemanha, China e Rússia), previa restrições ao programa nuclear iraniano em troca do alívio gradual das sanções. Com a saída dos EUA em 2018 e a retomada das sanções americanas, os três países europeus ? conhecidos como E3 ? mantiveram seu compromisso com o pacto, mas agora ameaçam reativar sanções com base em uma cláusula que expira em outubro, acusando Teerã de descumprimento.
Irã ameaça sair de TNP
O Irã rejeita essa possibilidade, classificando o mecanismo de retaliação como “totalmente ilegal” e acusando os europeus de quebra de compromisso após a saída dos EUA. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, alertou sobre os riscos, mas disse ainda buscar um “terreno comum”. Teerã também ameaçou se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), embora deseje evitar esse cenário para não agravar seu isolamento internacional.
Após os ataques, o Irã reafirmou que não abrirá mão de seu programa nuclear, considerado “orgulho nacional” pelo ministro Abbas Araghchi. Ele afirmou que o enriquecimento de urânio continuará, embora esteja temporariamente suspenso devido aos danos causados às instalações. A divergência com os EUA sobre o tema persiste: Teerã defende o enriquecimento como direito soberano, enquanto Washington o vê como “linha vermelha”.
Segundo a AIEA, o Irã é o único país sem armas nucleares que enriquece urânio a 60%, muito acima do limite de 3,67% previsto no acordo de 2015. Para fins bélicos, o nível necessário é de 90%. Israel, por sua vez, pressiona os europeus a restabelecerem as sanções.
(Com AFP)
noticia por : UOL





