A bancada do Novo na Câmara reagiu à decisão do governo Lula de retirar o Brasil da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA). Os deputados apresentaram nesta segunda-feira (28) uma moção de repúdio e um requerimento de informação ao Itamaraty.
Os documentos são assinados por Marcel van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP), Luiz Lima (RJ), Gilson Marques (SC) e Ricardo Salles (SP).
Os parlamentares procuram explicações do chanceler Mauro Vieira. Eles perguntam se houve consulta à comunidade judaica e quais pareceres técnicos embasaram a decisão. Também questionam o uso, em nota oficial, de termos como “massacres de civis” e “uso da fome como arma de guerra” para descrever a atuação de Israel.
A bancada critica o apoio do Brasil à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que acusa Israel de genocídio. Para os deputados, o governo adota um viés ideológico e ignora violações cometidas por regimes como os de Venezuela, Cuba, Rússia e Irã.
Na moção de repúdio, os autores dizem que a saída da IHRA foi “unilateral e silenciosa” e representa um “grave retrocesso diplomático, ético e civilizacional”. Eles lembram que, em 2023, o próprio governo Lula afirmou ter orgulho de ter acolhido vítimas do Holocausto e defendeu o combate ao antissemitismo.
A IHRA reúne 35 países e é dedicada à preservação da memória do Holocausto. O Brasil era membro observador desde 2021. A saída do país foi confirmada pelo governo de Israel e antecipado pela coluna. Procurado, o Itamaraty ainda não comentou o caso.
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noticia por : UOL





