Os deslizamentos de terra dificultam o acesso aos vilarejos nas montanhas e “algumas localidades ainda não receberam ajuda”, admitiu Ijaz Ulhaq Yaad, funcionário do governo local.
A ONG Save The Children informou que uma de suas equipes caminhou 20 quilômetros para “chegar a um vilarejo que ficou isolado após os deslizamentos, transportando equipamentos médicos nas costas”.
Após décadas de conflito, o Afeganistão é um dos países mais pobres do mundo e enfrenta uma prolongada crise humanitária, além da chegada de milhões de cidadãos que foram obrigados a retornar de países vizinhos, Paquistão e Irã, nos últimos anos.
A ONG ActionAid afirma estar em “uma corrida contra o tempo”. “Os serviços públicos já estão no limite no país”, que foi gravemente afetado pelos recentes cortes na ajuda internacional, explica Srikanta Misra, diretor nacional da organização.
O terremoto afetou vilarejos remotos, “onde a população já enfrentava escassez de alimentos, com um em cada cinco moradores passando fome”.
As autoridades talibãs não anunciaram nenhum plano para o pós-terremoto, seja em termos de ajuda financeira aos afetados, estratégias de realocação ou, a longo prazo, reconstrução. O governo se limita a afirmar que não consegue enfrentar a situação sozinho.
noticia por : UOL






