7 de março de 2026 - 7:22

Advogada conta como salvou mãe e primo de incêndio pela janela de apartamento

Após três meses internada com mais de 60% do corpo queimado, a advogada Juliane Vieira, 28, recebeu alta do Hospital Universitário de Londrina (PR) em janeiro e concedeu sua primeira entrevista ao Fantástico neste domingo (8).

Ela contou os destalhes do incêndio no apartamento da família, em Cascavel (PR), no dia 15 de outubro passado, quando se pendurou em um suporte de ar-condicionado para salvar a mãe, Sueli, 51, e o primo Pietro, 4.

Na entrevista, ela conta que foi o primo que a avisou do incêndio, ao gritar fogo.

“Quando eu saí do quarto, eu já vi que tinha um fogo grande. O Pietro estava do outro lado do fogo, peguei ele no colo, tentei sair pela única saída, a saída principal, mas ela estava trancada”, ela lembra.

Naquele momento, ela foi até a janela e subiu no suporte de ar-condicionado, do lado de fora. Depois, pegou o primo e o colocou na janela do apartamento de baixo. “Falei para ele: ‘Fica quietinho e segura na redinha [de proteção]’. E assim ele obedeceu. E, por obra divina, a moradora do apartamento resolveu abrir a janela”, disse à reportagem.

Para salvar a mãe, Juliane teve a ajuda do técnico em refrigeração Lincoln de Oliveira e do pedreiro Tiago Gomes, que viram o incêndio e foram ajudar. Eles pegaram Sueli pela janela de baixo, enquanto Juliane a segurava.

Como a advogada não conseguiu descer sozinha, o sargento bombeiro Ademar de Souza Migliorini, que entrou pelo apartamento em chamas, a puxou e a cobriu com um cobertor. No entanto, no caminho da saída, eles acabaram caindo e foram atingidos pelas chamas. O bombeiro teve queimaduras de terceiro grau e ficou internado por cinco dias. Ela acabou sendo atingida em mais de 60% do corpo e foi internada em estado gravíssimo.

A advogada passou por quase 20 cirurgias, incluindo enxertos, transplante de pele e raspagem. Dos três meses de internação, em um deles ela ficou em coma induzido, para se recuperar.

Agora em casa, ela ainda fala que enfrenta desafios devido às lesões que sofreu.

“Minha pele coça, está muito calor. Preciso tomar mais de um banho, dois banhos às vezes, por dia. E é difícil porque eu só tomo banho com o auxílio da minha mãe, por hora, mas com as minhas fisioterapias diárias eu estou retomando os meus movimentos, aos poucos, mas conseguindo.”

Segundo Juliane, ela ainda continuará o tratamento e não deve voltar a trabalhar por pelo menos mais um ano. Mas pretende voltar a advogar assim que possível.

noticia por : UOL

7 de março de 2026 - 7:22

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