O patrimônio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cresceu R$ 1,23 bilhão em 2024, segundo dados de sua declaração de Imposto de Renda enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS e obtidos pela Folha.
Em 12 meses, a soma de R$ 1,42 bilhão em bens e direitos passou para R$ 2,65 bilhões —dado mais recente a respeito de sua riqueza acumulada.
Os valores foram informados na declaração de 2025, referentes ao ano anterior. Naquele período, elementos investigados pela PF (Polícia Federal), como a venda de carteiras falsas ao BRB (Banco Regional de Brasília), já estavam em marcha.
Os documentos registram que Vorcaro guardava R$ 1,38 milhão em dinheiro em espécie em 2023. No ano seguinte, o valor caiu para R$ 250 mil.
À Folha a defesa de Vorcaro afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto.
O maior salto percentual no patrimônio de Vorcaro aconteceu em 2016, quando ele iniciou o ano com R$ 2,8 milhões declarados e terminou com R$ 55,5 milhões, aumento de quase 2.000%.
Ele obteve R$ 19 milhões a partir da venda de sua cota na Multipar Empreendimentos e Participações, empresa familiar para administrar negócios imobiliários. Até hoje a empresa tem a irmã e o pai de Vorcaro como sócios. Ele adquiriu ainda um empréstimo de cerca de R$ 26 milhões também em 2016.
No ano seguinte, um nova evolução, de mais de 200%, elevou o patrimônio de Vorcaro para quase R$ 190 milhões.
Vorcaro estreou a marca Master em junho de 2021, renomeando o então banco Máxima, comprado do empresário Saul Sabbá. Naquele ano, seus bens passaram de R$ 470 milhões para mais de R$ 815 milhões, um crescimento de cerca de 70%.
Daniel Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março em nova fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu dois servidores do Banco Central, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, um policial aposentado, entre outros.
A determinação da prisão preventiva (sem tempo determinado) foi do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que se tornou relator dos inquéritos relacionados ao caso.
Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão.
noticia por : UOL






