Votaram nesse sentido os ministros Flávio Dino, que abriu a divergência, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin, presidente do STF. Foram contrários apenas os ministros André Mendonça, relator do pedido e que reajustou seu voto no julgamento para tentar prorrogar os trabalhos da comissão por 60 dias, e Luiz Fux.
Os ministros decidiram também converter o julgamento da liminar concedida por Mendonça no julgamento do mérito em questão. De maneira geral, entenderam que a prorrogação de uma comissão não é um processo automático e que cabe um juízo de avaliação do comando do Congresso.
A decisão impede o avanço da CPI mista, que buscava investigar fraudes do INSS — inclusive eventuais implicações de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e as relações do liquidado Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Preso preventivamente desde o mês passado, Vorcaro deve firmar uma delação premiada no STF com potencial de implicar autoridades dos Três Poderes.
Um dos votos mais eloquentes contra a prorrogação da CPI foi do decano Gilmar Mendes. Para ele, os parlamentares deveriam atuar como juízes e ilegalmente vazaram informações íntimas de Daniel Vorcaro com a então namorada Martha Graeff.
“Lamentável que isso tenha ocorrido, deplorável que isso tenha ocorrido, criminoso que isso tenha ocorrido”, repudiou.
noticia por : UOL






