25 de abril de 2026 - 8:22

Keiko Fujimori, obstinada herdeira de um clã que disputa sua quarta eleição no Peru

Esta é sua primeira eleição sem o pai, falecido em 2024. No domingo da eleição, visitou o seu túmulo.

“Sinto falta”, disse em uma entrevista à AFP na véspera da eleição. “Mas aonde quer que eu vá, as pessoas me lembram e me contam histórias, que é a coisa mais linda”, comentou.

Milhões de peruanos, no entanto, se negam a votar em qualquer membro deste clã de origem japonesa, uma rejeição que, há décadas, polariza o país andino.

“Nos últimos 25 anos, fomos governados por governos antifujimoristas”, diz Fujimori, embora faça uma exceção ao de Alan García (2006-2011). “Todos os demais se dedicaram a insultar, a gerar ódio e divisão entre os peruanos”.

Com a onda de criminalidade que atinge o país, ela acha que seu sobrenome é, na verdade, um ativo: “Eu acho que o tempo, a história, está dando ao meu pai o lugar que ele merece”.

Vista como uma política beligerante, esta mãe de duas filhas, divorciada, busca agora suavizar sua imagem e se apresentar de forma mais conciliadora.

noticia por : UOL

25 de abril de 2026 - 8:22

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