“Naquele momento, foi seguido o mesmo protocolo: foram acionadas a Guarda Universitária e a Polícia Militar e, como a situação se prolongou, incluindo danos ao patrimônio físico, como instalações e câmeras de vigilância, buscaram-se soluções jurídicas de mediação para conseguir a liberação do prédio. Isso foi obtido depois de algumas intervenções”, afirmou. “Então, veja, isso (buscar a Justiça) não está afastado.”
Apesar disso, o reitor avalia que ainda não é o momento mais adequado para essa medida. Segundo ele, assembleias estudantis previstas para a próxima semana poderão levar cursos atualmente paralisados a votar pelo encerramento da greve, diante de possíveis avanços nas negociações com a reitoria.
“Nós temos a expectativa de que muitas unidades possam tomar a mesma decisão”, declarou, ao mencionar que outros campi da USP já optaram por encerrar a paralisação.
“Temos que observar o andamento dos próximos movimentos, nas próximas horas e nos próximos dias. Pode haver uma mudança nessas correlações de força, nessa adesão ao movimento, a partir dos avanços reais que já foram obtidos”, acrescentou Segurado, que voltou a descartas novas rodadas de negociação.
Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril e iniciaram a greve no dia 23. Liderado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), o movimento acompanhou a mobilização de servidores, que também cruzaram os braços no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.
Após pressão e mobilização, os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação. Os estudantes, porém, decidiram manter a greve e passaram a concentrar esforços em suas próprias reivindicações.
noticia por : UOL




