Amostras retiradas durante as perfurações teriam mostrado até 138 gramas de ouro por tonelada de rocha. Para comparação, muitas minas consideradas economicamente viáveis operam com menos de 10 gramas por tonelada, o que aumenta o interesse dos pesquisadores pela área.
Embora seja líder mundial na produção de ouro, a China ainda consome cerca de três vezes mais do que produz. Por isso, a jazida de Hunan pode ajudar a reduzir parte desse déficit.
Perfuração não é tão simples
Apesar do enorme potencial da reserva, explorar a área é um desafio técnico e financeiro. Por isso, ainda não há previsão para o início da extração em larga escala.
Extrair ouro em profundidades próximas de 3 quilômetros exige estruturas complexas de ventilação, refrigeração e estabilidade geológica. Em minas ultraprofundas, a temperatura natural das rochas pode ultrapassar 50°C, aumentando custos e riscos operacionais.

Além disso, novos laudos técnicos e estudos ainda serão necessários para determinar o volume real de minério e o potencial econômico da jazida. Mesmo assim, especialistas consideram a descoberta extremamente rara.
noticia por : UOL






