22 de maio de 2026 - 14:13

Podcast: como invisibilização de dor menstrual e pélvica impacta vida de meninas e mulheres

Há um descompasso entre a dor que meninas e mulheres relatam sentir e o que acontece com elas depois do atendimento primário. Esse é um dos achados de um estudo que mostrou que há milhares de casos de dores menstruais e pélvicas incapacitantes, mas só uma pequena parte está nos registros do SUS (Sistema Único de Saúde).

Conduzida pela Vital Strategies Brasil em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e financiada pelo Alana, a pesquisa analisou, com ajuda da inteligência artificial, prontuários de 469 mil meninas e mulheres de 10 a 49 anos atendidas na rede municipal de saúde do Recife entre 2016 e 2025.

Registros de dor menstrual ou pélvica apareceram com uma CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) associada em 0,5% dos casos —o equivalente a 1.906 meninas e mulheres. Mas, quando a ferramenta de IA fez uma análise semântica dos textos escritos pelos profissionais de saúde nos prontuários, o número salta para 9% da amostra —mais de 41 mil meninas e mulheres.

O Café da Manhã desta sexta-feira (22) trata da dor menstrual e pélvica e de por que mulheres se sentem pouco ouvidas no consultório médico. O podcast ouve a líder da iniciativa de saúde menstrual, dor pélvica e endometriose do Alana, Sofia Reinach.

O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.

O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer. A edição de som é de Thomé Granemann.

noticia por : UOL

22 de maio de 2026 - 14:13

LEIA MAIS