Procurada pelo jornal, a defesa do empresário disse que só iria se manifestar após ter acesso ao relatório final da PF. Alcolumbre, por meio de nota, disse que não tem relação com a atividade empresarial de seu suplente. Linhares não quis se manifestar.
Em julho do ano passado, a PF deflagrou uma operação para apurar fraudes no Dnit em Macapá. Os investigadores sustentaram que Breno Pinto usava o nome do senador para desviar recursos em licitações.
Segundo a PF, o empresário fazia tráfico de influência – “influía em atos de agente público” para “obter vantagens indevidas”. Como os policiais não encontraram participação de Alcolumbre, o caso foi mantido na Justiça Federal do Amapá.
“Breno é considerado figura central no esquema criminoso, operando como agente ativo de ingerência institucional no Dnit-AP. Ele se valia de sua influência política (segundo suplente do senador Davi Alcolumbre) e de sua relação pessoal com o Superintendente Marcello Vieira Linhares”, escreveu o juiz federal que autorizou busca e apreensão de documentos do empresário no ano passado.
Breno Pinto tem 39 anos e é natural de Imperatriz, no Maranhão, e concorreu a um cargo eletivo pela primeira vez em 2022. Entre os mais de R$ 8,5 milhões declarados por ele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) naquele ano, R$ 7,3 milhões se referem a participações societárias em três empresas.
Breno é piloto de moto, e conquistou o título nacional de motovelocidade na categoria categoria GP 1000 Open em 2023.
noticia por : UOL




