
Deolane foi presa na quinta-feira sob suspeita de integrar um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A investigação teve origem em bilhetes e manuscritos atribuídos à facção apreendidos há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, os documentos continham ordens internas do grupo e referências a integrantes do alto escalão da organização criminosa.
Durante a audiência de custódia, a defesa pediu a libertação da influenciadora alegando que ela tem uma filha menor de 12 anos. Defesa também recorreu ao STF, mas o ministro Flávio Dino disse não ver “manifesta ilegalidade” na prisão e argumentou que não cabe reclamação ou habeas corpus de ofício dado que ainda há outras instâncias para o processo percorrer antes de chegar no STF.
Defesa de Deolane afirma que ela é inocente e criticou a operação. Os advogados classificaram as medidas adotadas como “desproporcionais” e disseram que os fatos serão esclarecidos “em momento oportuno”.
Há comprovação de envolvimento de Deolane com o PCC, afirma promotor
Há “comprovação de envolvimento direto” de Deolane com o PCC na lavagem de dinheiro, disse o promotor de Justiça Lincoln Gakiya ao UOL. “Para mim, a Deolane representa a nova imagem do PCC. Ela não é uma faccionada, nunca foi integrante e não é batizada, mas é do que o PCC precisa hoje, no estágio que está, com o dinheiro que recebe, e os seus integrantes do tráfico internacional de cocaína para a Europa, fazer esse dinheiro voltar para a economia formal e tramitar, inclusive, pelo mercado financeiro.”
noticia por : UOL





