São Paulo
A programação de junho em São Paulo apresenta exposições para diferentes públicos, com temas que brangem arte contemporânea e cultura asiática.
Entre os destaques estão “Shiro: Uma Escala de Nuances”, em cartaz na Japan House, que investiga a cor branca na cultura japonesa, e “Sopro do Mar – Jeju Haenyeo, Mulheres e Coletividade”, no Centro Cultural Coreano no Brasil, que apresenta o modo de vida das mergulhadoras tradicionais da ilha de Jeju, na Coreia do Sul.

Mergulhadoras da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, que há gerações colhem frutos do mar em apneia, sem qualquer equipamento de respiração
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Jung Keun Park/Divulgação
Veja o roteiro com as novas mostras do mês a seguir.
Beijo de Língua
Individual do artista plástico Nelson Felix, reúne esculturas, desenhos, fotografias e um vídeo. A mostra nasce de uma ideia formulada em 1978, quando ele percebeu a coincidência gráfica entre as línguas aimara e aramaico, ambas palíndromos —palavras que podem ser lidas da esquerda para a direita e vice-versa, mantendo a mesma sequência— quando escritas em espanhol (aemara e aramea). No núcleo central, três esculturas em mármore articulam sacrifício, tolerância e amor por meio de textos gravados em chapas. Coladas, elas têm o mesmo texto, de um lado escrito em aimara e do outro, em aramaico, fazendo os idiomas se encontrarem, mas sem tornar um só.
MAC USP – av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Ibirapuera, região sul. Até 29/11. Ter. a dom., das 10h às 21h. Grátis
Jean-Michel Othoniel – Poetic Living
A primeira institucional do artista francês no Brasil foi criada para ocupar a casa de vidro em diálogo direto com a arquitetura de Lina Bo Bardi. A mostra reúne esculturas em vidro, aquarelas e obras instaladas nos interiores e no jardim. Contas espelhadas refletem a vegetação e a estrutura da casa, enquanto aquarelas inspiradas nas flores plantadas por Lina aparecem sobre cavaletes de vidro.
Casa de Vidro – r. General Almério de Moura, 200, Morumbi, região sul. Até 11/7. Qui. a sáb., às 10h, 11h30, 14h e 15h30. Ingr.: R$ 58 (inteira). Grátis para crianças até 10 anos
Para Crianças: Experiências Com Arte Desde 1968
Desenvolvida em colaboração com o museu de arte moderna da Alemanha Haus der Kunst München, tem 11 obras interativas de artistas brasileiros e internacionais pensadas para o público infantil desde o final dos anos 1960. O percurso estimula o desenho, a brincadeira e a ocupação livre do espaço expositivo, deslocando a ideia de museu como território intocável. Entre as atividades, é possível desenhar livremente no chão do museu, além de montar e desmontar blocos de uma obra.
Pina Contemporânea – av. Tiradentes, 273, Luz, região central. Qua. a seg., das 10h às 18h. Ingr.: R$ 40 (inteira). Grátis aos sábados e 2º domingo do mês
Peticov
Percorre a trajetória do pintor brasileiro Antonio Peticov com cerca de 400 trabalhos, incluindo pinturas, gravuras, esculturas, instalações e capas de discos. O percurso destaca sua passagem pelo movimento Tropicália, o diálogo com a geometria e a investigação de ilusões de ótica. Entre as obras, estão “Iminência da Seção Áurea”, inspirada na curva de Fibonacci, um elemento matemático recorrente em sua trajetória, além da instalação “Pau de Arara”, trabalho que remete à repressão sofrida pelo artista durante o período da ditadura militar, e “O Tarô”, composta por 78 cartas criadas a partir das obras de Peticov. Centro Cultural São Paulo – r. Vergueiro, 1.000, Liberdade, região central. Até 2/8. Ter. a dom., das 10h às 20h. Grátis
Quando o Sonho Encontra o Azul
Com 15 imagens da fotógrafa Daniela Dib, investiga o azul menos como cor e mais como estado sensível, construindo uma narrativa entre sonho e realidade. Jogos de luz, sombra e reflexos criam fotos que oscilam entre delicadeza e tensão, feitas para contemplação. A montagem reforça essa experiência pausada, com obras fixadas de forma a parecerem estar flutuando, além de um som de água no ambiente. Museu da Imagem e do Som (MIS)- av. Europa, 158, Jardim Europa, região oeste. De 23/6 a 3/8. Ter. a sex., das 10h às 19h. Sáb., das 10h às 20h. Dom. e feriados, das 10h às 18h. Grátis
Shiro: Uma Escala de Nuances
Toma a cor branca como fio condutor para revelar sutilezas da cultura japonesa. O percurso se organiza em quatro núcleos, inspirados pela leitura do romance “O País das Neves”, de Yasunari Kawabata, vencedor do Prêmio Nobel de 1968. Entre os destaques, estão uma tabela cromática com uma seleção de 19 tons de branco catalogados no Japão, a instalação “Poem of life”, feita de inúmeras folhas de papel cortadas e amarradas entre si, e a obra produzida especialmente para a exposição (site-specific) de quase 4 metros de diâmetro, que apresenta uma teia suspensa feita com um juban branco de seda —peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do quimono.
Japan House- av. Paulista, 52, Bela Vista, região central. Até 25/10. Ter. a sex., das 10h às 18h. Sáb., dom. e feriados, das 10h às 19h. Grátis

Obra de Kaoru Hirano na Japan House, que apresenta uma teia suspensa feita com um juban branco de seda
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Ricardo Amado/Divulgação
Sopro do Mar – Jeju Haenyeo, Mulheres e Coletividade
Apresenta o modo de vida das haenyeo, mergulhadoras da ilha de Jeju, no extremo sul da Coreia do Sul, que, há gerações, coletam frutos do mar em apneia, sem usar qualquer equipamento de respiração. O percurso reúne registros fotográficos e audiovisuais da vida e do trabalho coletivo das mergulhadoras, além dos trajes de mergulho, e de ferramentas utilizadas na pesca. Um dos destaques é a recriação de uma estrutura circular de pedra, erguida à beira-mar, onde elas costumam acender fogueiras para se aquecer, trocar de roupa e secar os trajes antes e depois do mergulho.
Centro Cultural Coreano no Brasil- av. Paulista, 460, Bela Vista, região central. De 12/6 a 30/8. Ter. a sáb., das 10h às 18h30. Dom., das 11h às 17h. Grátis
Viva Viva Escola Viva
Exibe o trabalho das Escolas Vivas, coletivo indígena que busca transformar a relação do ensinar-aprender, articulando saberes indígenas, científicos e artísticos. Entre os trabalhos, estão a instalação com trançados de fibra de tucum, do povo baniwa, um pano professor com grafismos tradicionais que orientam o aprendizado, dos huni kuĩ e a instalação coletiva de mastros que possibilitam a presença dos espíritos em rituais, segundo a cultura do povo maxakali. Também há uma instalação para representação do escuro intenso, dos Guarani Mbya e um conjunto de uma farmácia amazônica, com plantas medicinais dos povos Tukano, Desana e Tuyuka.
Av. Faria Lima, 201, Pinheiros, região oeste. De 10/6 a 9/8. Ter. a dom., das 11h às 19h. Grátis
noticia por : UOL






