O Brasil entra em campo nesta sexta-feira (19), na Filadélfia, para enfrentar o Haiti, em um confronto que marca o primeiro encontro entre as duas seleções na história das Copas do Mundo. Embora o duelo coloque frente a frente uma das favoritas ao título e a equipe com a pior posição no ranking da Fifa entre as 48 participantes, figurando no 85º lugar, a expectativa é de que o adversário caribenho ofereça mais resistência do que os números sugerem.
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O que se deve esperar do time haitiano é uma postura de forte organização defensiva, repetindo a solidez demonstrada na estreia do torneio, quando a equipe sofreu uma derrota apertada por 1 a 0 para a Escócia. A estratégia do adversário é clara e baseada em transições rápidas pelas laterais do campo, culminando em bolas alçadas na grande área. O principal alvo dessas jogadas é o atacante Pierrot, que mede 1,94m e atua como a grande referência ofensiva, exigindo atenção especial da zaga brasileira no jogo aéreo.
Essa competitividade recente é resultado de uma profunda reformulação promovida no elenco. Para elevar o nível técnico, a federação haitiana passou a monitorar e convocar jogadores nascidos no exterior que possuem ascendência do país, incorporando atletas com rodagem em ligas mais fortes. O impacto da estratégia é evidente nos números da atual delegação, já que apenas dez dos 26 convocados para o Mundial nasceram de fato em território haitiano. Um dos principais frutos dessa nova política é o atacante Wilson Isidor, que atua no futebol inglês.
No meio-campo, o destaque fica por conta do volante Jean-Jacques, um jogador com uma curiosa ligação com o Brasil. Em 2016, ele disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior defendendo o Pérolas Negras, uma equipe nascida de um projeto social focado em fortalecer os laços entre brasileiros e haitianos durante a missão de paz da ONU no país caribenho. O retrospecto histórico é amplamente favorável à seleção brasileira, que venceu os três únicos encontros anteriores por goleada, mas a atual versão do Haiti chega ao gramado disposta a usar sua evolução tática e física para transformar o jogo em um marco de resistência em Copas do Mundo.
noticia por : UOL






