21 de junho de 2026 - 2:40

Raphinha tem lesão confirmada; entenda a gravidade e o prazo de recuperação

O atacante Raphinha está fora dos próximos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Exames de imagem realizados neste sábado (20) confirmaram uma lesão muscular na região posterior da coxa direita do jogador, que sentiu dores e pediu para ser substituído aos 38 minutos do primeiro tempo na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, disputada na sexta-feira (19), na Filadélfia.

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota oficial confirmando o diagnóstico e o início de um protocolo de tratamento intensivo, mas optou por não estabelecer um prazo para o retorno do atleta aos gramados. Internamente, o resultado da avaliação médica foi recebido com otimismo moderado, pois não apontou uma ruptura gravíssima. O objetivo principal do departamento médico e da comissão técnica de Carlo Ancelotti é tentar recuperar o jogador a tempo de uma eventual disputa de oitavas de final, programada para daqui a duas semanas.

Por conta do regulamento oficial da Fifa, o Brasil não poderá convocar um substituto para a vaga. As alterações na lista de 26 inscritos só eram permitidas até 24 horas antes da estreia da equipe na competição. Diante desta limitação, o treinador italiano terá que buscar soluções dentro do próprio elenco que viajou aos Estados Unidos para atuar na ponta direita, tendo à disposição nomes como Rayan, Endrick e Luiz Henrique. Sem o camisa 11, o próximo compromisso da Seleção será contra a Escócia, na quarta-feira (24), em Miami, duelo que encerra a participação brasileira na fase de grupos.

A situação de Raphinha gera uma preocupação extra devido ao seu histórico clínico recente. Esta é a quarta lesão sofrida pelo atacante do Barcelona na mesma região ao longo do último ano, um problema persistente que o afastou de 23 partidas em seu clube na atual temporada europeia. Na medicina esportiva, a reincidência de problemas no bíceps femoral, o principal músculo da parte posterior da coxa, segue um padrão anatômico e biomecânico bem documentado.

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Segundo especialilstas, o bíceps femoral atua simultaneamente no quadril e no joelho, característica que o torna altamente suscetível a sobrecargas, especialmente em momentos de sprints de alta velocidade e movimentos bruscos de desaceleração. Estudos médicos indicam que o risco de uma nova lesão na mesma área pode chegar a 30%, mesmo quando a reabilitação é adequada.

Isso ocorre porque o processo de cicatrização gera uma fibrose, deixando o tecido muscular menos elástico, mais fraco e operando constantemente no limite de sua capacidade. O tempo exato de recuperação do atacante dependerá da evolução clínica nos próximos dias, podendo variar de uma a duas semanas, caso se trate apenas de um edema, até meses, se houver um rompimento severo das fibras musculares.

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noticia por : UOL

21 de junho de 2026 - 2:40

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