24 de julho de 2026 - 13:27

Trump reergue muralha tarifária, agora citando trabalho forçado

Analistas ouvidos pela imprensa americana são céticos quanto à motivação declarada. Segundo o Washington Post, o ex-funcionário do governo Biden Peter Harrell argumenta que a pequena diferença de tarifa entre China e aliados como Canadá e UE expõe o uso da investigação sobre trabalho forçado como pretexto para recriar as tarifas globais derrubadas pela Justiça. Ficam de fora da nova cobrança petróleo, gás, fertilizantes, alguns alimentos e produtos já sujeitos a tarifas de segurança nacional, como aço, alumínio e automóveis, além de itens amparados pelo acordo entre EUA, México e Canadá.

Para a Argentina, a tarifa ficou em 10%, patamar já previsto no tratado bilateral assinado em fevereiro e que havia ficado em suspenso após a decisão da Suprema Corte. O Brasil, que já opera sob uma tarifa distinta de 25% imposta em disputa à parte com o governo Lula, não constava entre os destaques desta rodada específica.

Mais uma etapa deve vir em breve: o USTR investiga 16 países por suposta superprodução industrial, o que pode resultar em nova rodada de tarifas nas próximas semanas.

Guerra no Irã escala

Os EUA entram na 13ª noite de ataques ao país, enquanto os rebeldes Houthi, do Iêmen, atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, ampliando o risco às rotas de navegação. O petróleo Brent subiu mais de 6% na quinta, para cerca de US$ 100 o barril — maior patamar desde maio. Trump ameaçou “punição militar” ao Irã caso os ataques Houthi continuem e disse que os EUA usarão dinheiro do Irã para pagar danos a navios e cargas.

Acordo nuclear EUA-Arábia Saudita trava um dia após ser assinado

Horas depois da cerimônia de assinatura, Trump impôs uma condição nova — a adesão saudita aos Acordos de Abraão de normalização com Israel — que pegou de surpresa até negociadores do próprio governo americano.

noticia por : UOL

24 de julho de 2026 - 13:27

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