Nos dias seguintes, a estudante apresentou lesões na região genital, febre e sinais de infecção. O quadro evoluiu para septicemia, uma infecção generalizada, e causou a morte da jovem, informou o tribunal.
A estudante morreu antes de ser ouvida formalmente pela Justiça, mas havia contado o que aconteceu a pessoas diferentes e em momentos distintos. Para a relatora do recurso, desembargadora Fátima Gomes, esses relatos eram convergentes e foram corroborados por elementos técnicos independentes.
A relatora considerou comprovado que os atos ocorreram quando a estudante não tinha condições de oferecer resistência. Fátima Gomes também afirmou que sentimentos como vergonha, culpa ou medo de julgamento são frequentes entre vítimas de crimes sexuais e não retiravam a credibilidade dos relatos.
A magistrada rejeitou a alegação de que teria havido consentimento. Segundo a desembargadora, aceitar encontrar uma pessoa, acompanhá-la a determinado local ou demonstrar interesse inicial não significa consentir com um ato sexual em situação de inconsciência ou incapacidade de resistência.
Os desembargadores J. E. S. Bittencourt Rodrigues e Heitor Donizete de Oliveira acompanharam o voto da relatora. O julgamento foi unânime.
O que diz a USP
A USP afirmou que não encontrou registros ou denúncias sobre o caso em seus canais institucionais. Por esse motivo, de acordo com a universidade, não houve averiguação ou investigação interna. A instituição informou ainda que Felipe não mantém mais vínculo com a USP.
noticia por : UOL




